Sombras sobre o Vaticano
24 Dez 2008 - 11:25:26
Consultando livros de história, podemos observar que o Cristianismo, para ser bem aceito em Roma, precisou adotar uma série de práticas que, para o Judaísmo do qual o Cristianismo se originou, seriam consideradas pagãs, tal qual a adoração de imagens nas mais diversas representações de santos e santas e do próprio Jesus Cristo. Isto foi permitido por que os romanos tinham a cultura de ter representações dos deuses em suas casas, pois assim eles sentiam-se melhor protegidos e abençoados.
Se o Cristianismo queria prevalecer em Roma, a Igreja deveria ser condizente com estas práticas, daí compreender-se que boa parte dos prédios do Vaticano, país sede da Igreja Católica no mundo, são prédios que foram utilizados em adoração a deuses pagãos, tal como a Basílica da Virgem Maria, outrora dedicada aos cultos celebrados à Cibele, deusa greco-romana, considerada a Grande Mãe, associada à pureza e à fertilidade.
Essa espécie de sincretismo pelo qual passou o Cristianismo para popularizar-se entre os romanos é ainda mais explícita na data em que comemora-se o nascimento de Jesus, simbolicamente associada ao dia 25 de Dezembro, que era a data em que os romanos dedicavam a Mitra, o Deus Sol.
Esse tipo de prática lança sombras sobre o verdadeiro significado dos símbolos, pois a utilização de um símbolo pagão pela Igreja Católica ou corrompe o cristão, ou corrompe o símbolo. E se alguém apontar que um não corrompe o outro, então há a possibilidade de que ao ser usado por um cristão, o símbolo continue tendo sua natureza inabalada, mantendo seu significado original.
Senão, tomemos o exemplo da Cruz Suástica, amplamente utilizada nas campanhas nazistas. Se alguém ostenta este símbolo nos dias de hoje, será imediatamente associado à imagem cruel, fascista e assassina do Nazismo.
O significado original da Cruz Suástica é prosperidade, movimento, dinamismo e sucesso. Ocultista e conhecedor disto, o Nazismo ostentou a Suástica justamente com este propósito de sucesso e prosperidade. Apesar de Hitler ter invertido a direção dos braços da suástica, o Nazismo não alterou o significado do símbolo. Pelo contrário, procurou usar a força do significado imbuído nele para promover o seu propósito de grandeza e domínio mundial.


Daí, que a Cruz de Pedro seja utilizada por satanistas em seus rituais de adoração ao demônio pode ser completamente sem efeito, pois ela teria sido primeiramente utilizada para representar o martírio do primeiro Papa.


No caso do Obelisco, tal símbolo é milênios anterior à era Cristã, já sendo utilizado por Civilizações Egípcias e Babilônicas.


A Igreja Católica não tem uma explicação que vá além de considerá-lo com um belo monumento em sua praça, cuidadosamente retirado do Antigo Egito e datado do século XIII a.C. Foi levado para Roma no reinado do imperador Nero e está no lugar atual desde 1585 sob ordem do Papa Sisto V . Se a intenção da Igreja, inocentemente, não ultrapassa a idéia de ornamentar a Praça de São Pedro, basta a dinâmica do raciocínio exposto para concluir que o Obelisco continua mantendo seu significado e, o que é mais importante, o seu poder.


Obeliscos são erguidos nas mais diversas cidades e lugares, geralmente doados por sociedades como Lions e Rotary Club e, principalmente, pela Maçonaria. Seu significado original remete a muitas idéias: primeiramente, a de que o obelisco seria o primeiro raio de sol que cai sobre a Terra, propiciando a Vida e toda a Criação. Em segundo lugar, é considerado a morada da deidade, onde aquele que nele habita (no caso, a quem é dedicado) viverá pela eternidade, como um deus. O Obelisco é, também, chamado de "Vara de Baal", ou "Falo de Baal", simbolizando o poder Criador de Baal.


Por último temos o fato de que, no Antigo Egito, escrever num Obelisco era o mesmo que escrever para a Eternidade, adquirindo conotações muito mágicas. Isto exposto, eu não considerava coerente com seu dogma que a Igreja Católica fizesse uso de um Obelisco na Praça de São Pedro. Isso fazia crer que membros da Igreja estariam envolvidos com práticas ocultistas ou, no mínimo, alheias aos ensinamentos judaico-cristãos que ela professa.


O obelisco e outros símbolos são amplamente utilizados em práticas esotéricas de rituais e feitiçarias. Os esotéricos acreditam que os símbolos são como catalizadores de determinadas energias. Sua correta utilização, supostamente, faz com que a pessoa obtenha resultados vantajosos para si.

Maçonaria ---> Pense muito sobre isso.

abraços.

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